quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A PRÁTICA DA PURA PERCEPÇÃO/ - GilberoGil
Uma das práticas regulares do budismo tibetano é chamada de "dak-nag", a prática da pura percepção ou da perspectiva sagrada. Nessa prática, concentramos a nossa energia, procurando ver este mundo como um perfeito Campo de Budha – um esfera semelhante ao paraíso - em que todos os seres são Budhas. Trata-se de uma prática maravilhosa que devemos ter em mente sempre que nos dermos conta de que estamos apreciando ou detestando intensamente uma experiência, um evento, um sentimento ou uma pessoa.
Podemos examinar isso de uma forma mais abrangente no contexto mais amplo do que os budistas tibetanos chamam de os ensinamentos da Grande Perfeição ou Dzogchen. Essa é a revelação suprema através da qual reconhecemos que tudo que se manifesta interna e externamente é o processo grandioso do que chamamos de "Dharmakaya", ou dimensão absoluta - a radiância da verdade absoluta ou realidade desnuda, despojada de ilusões e imputações conceituais.
O que queremos dizer com "Dharmakaya" é que a natureza de Budha, ou luminosidade primordial, se manifesta e se expressa através de cada elemento do nosso mundo e da nossa existência.
Em resumo, tudo é "Dharmakaya" - tudo, inclusive nossas emoções, sejam elas saudáveis ou não saudáveis, positivas ou negativas, construtivas ou destrutivas. As coisas de que gostamos ou não gostamos, inclusive as sensações físicas como a dor ou o prazer, são parte do abençoado e radiante "Dharmakaya" ou natureza de Budha em ação.
E isso significa que todos os seres são Budhas nesse Campo de Budha. A terra é o altar, e somos as divindades que se sentam, se erguem e caminham sobre o altar. Tudo é sagrado; todos são santos; tudo é perfeitamente radiante e imaculado na luz semelhante à visão do Buda da Grande Perfeição natural. Essa é a perspectiva do "dak-nag", a prática da pura percepção. [...]
A prática da pura percepção Perspectiva sagrada uma meditação
Vamos colocar em prática nosso ideal de ver, reconhecer e apreciar a luz em todas as pessoas e em todas as coisas, de maneira que tudo que vivenciarmos se torne uma parte integrante da nossa percepção espiritual - uma parte fundamental do nosso coração desperto e iluminado.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Uriah Heep.../+ B. Gita
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"Eu adoro a Suprema Personalidade de Deus, Govinda (Krishna), que é a pessoa original, absoluta, infalível e sem início. Apesar de Se expandir em formas ilimitadas, mesmo assim permanece o mesmo original, o mais velho, e a pessoa que sempre parece um jovem viçoso. Essas formas eternas, bem-aventuradas e plenamente conscientes do Senhor são geralmente compreendidas pelos melhores eruditos Védicos, mas são sempre manifestas para os devotos puros, virtuosos".
B. Gita - Como Ele É
domingo, 24 de abril de 2011
Teoria "M"
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As Bolas de Sabão
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as coisas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer coisa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
As Bolas de Sabão
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as coisas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer coisa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
Alberto Caeiro (F. Pessoa)
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Led Zeppelin /+ F. Pessoa
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Ah, Perante
Ah, perante esta única realidade, que é o mistério,
Perante esta única realidade terrível — a de haver uma realidade,
Perante este horrível ser que é haver ser,
Perante este abismo de existir um abismo,
Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,
Ser um abismo por simplesmente ser,
Por poder ser,
Por haver ser!
— Perante isto tudo como tudo o que os homens fazem,
Tudo o que os homens dizem,
Tudo quanto constroem, desfazem ou se constrói ou desfaz através deles,
Se empequena!
Ah, Perante
Ah, perante esta única realidade, que é o mistério,
Perante esta única realidade terrível — a de haver uma realidade,
Perante este horrível ser que é haver ser,
Perante este abismo de existir um abismo,
Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,
Ser um abismo por simplesmente ser,
Por poder ser,
Por haver ser!
— Perante isto tudo como tudo o que os homens fazem,
Tudo o que os homens dizem,
Tudo quanto constroem, desfazem ou se constrói ou desfaz através deles,
Se empequena!
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